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Notícias | Região CACHOEIRINHA

Neta diz que família ainda tem esperança de reencontrar casal desaparecido há mais de quatro meses

Filha e neto de Rubem Heger são réus pelo assassinato do idoso e da esposa, Marlene Heger Stafft

Por Juliano Piasentin
Publicado em: 04.07.2022 às 22:10 Última atualização: 05.07.2022 às 10:03

Passados mais de quatro meses do desaparecimento de Rubem Heger, de 85 anos, e sua esposa, Marlene Heger Stafft, 54, a família ainda tem a esperança de reencontrar o casal. De acordo com a neta Brenda Heger, 24, Rubem é uma figura que faz falta, principalmente para seu pai, Clóvis de Almeida Heger, 60, com quem o idoso conversava pelo menos duas vezes por dia. "Toda vez que o telefone toca, meu pai corre para atender pensando que é meu avô", afirma. Rubem desapareceu com a esposa no dia 27 de fevereiro, em Cachoeirinha.

Marlene e Rubem não são vistos desde 27 de fevereiro
Marlene e Rubem não são vistos desde 27 de fevereiro Foto: Arquivo pessoal
Foi o filho que encontrou a casa de Rubem e Marlene vazia no dia 1º de março. Sem sinal do pai e da madrasta na residência, localizada no bairro Carlos Wilkens, Clóvis procurou a Polícia Civil e abriu o boletim de ocorrência, dando conta do desaparecimento. O fato, segundo Brenda, fez com que o filho sentisse ainda mais a falta do pai. “A amizade deles era linda, eram muito próximos”, garante.

A família tenta seguir a rotina sem o avô e Marlene, de quem também era próxima. “Tentamos levar a rotina, é difícil”, lamenta. Mãe de uma menina de 2 anos, Brenda relata que a filha sempre pergunta quando poderá visitar o bisavô novamente. “Sabemos que a chance é praticamente zero, depois de tanto tempo e com o estado de saúde do meu avô. Mas ainda assim, ainda pensamos na possibilidade.”

Mãe e filho seguem presos

Mesmo sem notícias de Rubem e Marlene, Brenda relata que recebe atualizações sobre o caso da tia Cláudia de Almeida Heger, 51, e do primo Andrew Heger Ribas, 28, que estão presos desde o dia 6 de maio. Os dois são réus por duplo homicídio e ocultação de cadáver. A Polícia Civil acredita que Rubem e Marlene teriam saído de casa já sem vida, dentro do veículo da tia. O veículo era conduzido pelo filho, primo de Brenda. A dupla nega o crime.

Moradores do bairro Niterói, em Canoas, Cláudia e Andrew, que também são filha e neto de Rubem, seguem presos, mas em situações distintas. Enquanto Andrew está detido no Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), onde precisa passar por uma avaliação psicológica, Cláudia se encontra desde a última quinta-feira (30), internada no hospital com infecção urinária. “Ela estava na Penitenciária Feminina Madre Pelletie, o local é insalubre, não tem condições”, diz o advogado de defesa, Rodrigo Schmitt.

O estado de saúde de Andrew, que é esquizofrênico, é considerado bom na parte física. “Os profissionais do IPF são qualificados e respeitam a integridade física dos detentos, com isso eu não me preocupo”, reitera Schmitt. O advogado afirma que o rapaz não teve nenhum surto no período em que está no Instituto. “Mesmo assim o tratamento não é o ideal, ele precisa de um terapeuta contínuo.”

Conforme Schmitt, a prisão está sendo péssima para mãe e filho. “Eles precisam um do outro, se apoiam.” O advogado comunicou que busca o retorno da dupla à prisão domiciliar. “Ficar na prisão é uma sentença de morte para a Cláudia e o Andrew precisa retomar seu tratamento”, finaliza.

Corpos continuam desaparecidos

A Polícia Civil de Cachoeirinha segue investigando o caso, mesmo que Andrew e Cláudia, já tenham se tornados réus após denúncia do Ministério Público (MP). O delegado responsável pelo caso, Anderson Spier, titular da 1ª Delegacia de Polícia de Cachoeirinha, afirma que segue aguardando um laudo do Google, sobre o tráfego de dados de mãe e filho. “Recebemos apenas as informações dos celulares, onde vimos muitas conversas mas nada de mais relevante para o caso”, afirma Spier.

Como prova técnica, um pano manchado do que parecia ser sangue, foi descartado recentemente pela Polícia. "Não identificaram a presença de sangue no material após o laudo do Instituto-Geral de Perícias (IGP).

Por enquanto, como provas do desaparecimento, Spier reitera a presença de partículas do sangue de Rubem em uma parede na cozinha da peça anexa da residência do casal. "O sangue foi compatível com o do Clóvis, que cedeu seu material genético."

Além disso, a cada corpo encontrado, um exame de compatibilidade é feito pelo IGP. Outro registro feito pelo delegado, foi a presença de gases de putrefação, encontrados no veículo de Cláudia, durante buscas na casa dela, em Canoas.

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