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Notícias | Região SANTO ANTÔNIO DA PATRULHA

Organização criminosa é investigada por ameaçar moradores de condomínio e armazenar drogas em apartamentos

Nesta manhã, 20 pessoas foram presas durante operação conjunta do MPRS e da BM em Santo Antônio da Patrulha, em Canoas e nas penitenciárias de Charqueadas e Osório

Por Redação
Publicado em: 05.08.2022 às 09:07 Última atualização: 05.08.2022 às 14:24

Uma organização criminosa é investigada por obrigar moradores de um condomínio, mediante ameaça, a guardarem drogas em seus apartamentos. Além disso, a facção armazenava entorpecentes em apartamentos próprios e alugados no residencial e em casas nas proximidades. Ao todo, eles adquiriram 20 apartamentos no residencial. O condomínio é do Programa Minha Casa, Minha Vida e fica em Santo Antônio da Patrulha.

Conforme o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), a facção é comandada por dois irmãos, que estão presos na Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas. O grupo trazia a droga da Região Metropolitana de Porto Alegre e a estocava nos apartamentos. A venda dos entorpecentes era feita em frente ao condomínio e os moradores que não colaboravam com a prática eram obrigados a abandonar suas casas.

Nesta manhã, 20 pessoas foram presas durante operação conjunta do MPRS e da Brigada Militar (BM) em Santo Antônio da Patrulha, em Canoas e nas penitenciárias de Charqueadas e Osório. Do total, sete foram presos em flagrante por tráfico de drogas e porte ilegal de armas.

Também foram cumpridos 40 mandados de busca e apreensão em Santo Antônio da Patrulha, Canoas, Nova Santa Rita, Charqueadas e Osório. Cinco armas, munições, drogas e dois veículos foram apreendidos. O bloqueio judicial de 10 apartamentos no condomínio foi solicitado pelo MPRS.

Em Charqueadas e em Osório, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) cumpriu um mandado de busca e apreensão em duas unidades prisionais. Por volta das 6 horas, o mandado foi cumprido simultaneamente na Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas e na Penitenciária Modulada Estadual de Osório.

O promotor de Justiça Camilo Vargas Santana diz que a partir das investigações, “foi possível confirmar a ocorrência de traficância no local, bem como a presença e a participação neste crime de integrantes de uma facção com origem em Canoas. Além disso, constatou-se a utilização de diversas unidades habitacionais para o tráfico de drogas, com o completo desvirtuamento de sua finalidade social.” Ele afirma que a ação também atende reclamação de moradores que se sentem reféns em suas próprias casas.

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