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Notícias | Rio Grande do Sul BOLETIM DO TRABALHO

Indústria lidera ranking de crescimento na geração de empregos formais no Estado

Nos oito primeiros meses de 2021, o Rio Grande do Sul registrou a geração de 118,8 mil empregos formais

Publicado em: 13.10.2021 às 11:03

Nesta quarta-feira (13) o Governo do Rio Grande do Sul divulgou o Boletim de Trabalho. Nos oito primeiros meses de 2021, o Rio Grande do Sul registrou a geração de 118,8 mil empregos formais – alta de 4,7% sobre o total. Nesse período, a Indústria foi a líder na criação de vagas, responsável por 38,8% dos novos postos, com destaque para os segmentos de máquinas e equipamentos e o coureiro-calçadista. O ranking é seguido do setor de Serviços (37,6% do total), Comércio (16,8%), Construção (4,7%) e Agropecuária (2,1%).

Nos oito primeiros meses de 2021, o Rio Grande do Sul registrou a geração de 118,8 mil empregos formais
Nos oito primeiros meses de 2021, o Rio Grande do Sul registrou a geração de 118,8 mil empregos formais Foto: Agência Brasília
No período de 12 meses, entre setembro de 2020 e agosto de 2021, o Rio Grande do Sul registrou a geração de 188,1 mil empregos formais, alta de 7,65%, enquanto na comparação de agosto com julho o saldo foi positivo em 11,8 mil vínculos formais. De acordo com dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), o Rio Grande do Sul tinha em agosto um estoque de 2,65 milhões de empregos formais.

Os dados estão no Boletim de Trabalho, publicação do Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). O documento, elaborado pelos pesquisadores Raul Bastos e Guilherme Xavier Sobrinho, é produzido com foco no Estado a partir de informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) e do Novo Caged, do Ministério da Economia.

Apesar das altas, os números registrados no Rio Grande do Sul deixaram o Estado abaixo da média do Brasil nos períodos analisados. Na comparação de agosto com o mês anterior, o país obteve aumento de 0,9% no número de vínculos formais. No acumulado do ano a alta brasileira ficou em 5,6% e na soma de 12 meses (set/2020 a ago/2021) a expansão chegou a 8,35%. No ranking nacional, o RS ficou na 26ª posição na comparação agosto/julho e no 22º posto nos outros dois intervalos.

Litoral Norte e Serra em destaque

Considerando as vagas geradas em 12 meses (set/2020 a ago/2021) e a divisão do Estado em nove Regiões Funcionais (RF) para fins de planejamento, a RF4, que abrange o Litoral Norte, e a RF3, que engloba as regiões da Serra, Hortênsias e Campos de Cima da Serra, lideraram o aumento no estoque de vínculos formais de trabalho. Na primeira, a alta foi de 13,1% no período, enquanto a segunda o crescimento chegou a 9,5% no mesmo intervalo.

No lado oposto do ranking das regiões, a RF6, da Campanha e da Fronteira Oeste, e a RF2, dos vales do Taquari e do Rio Pardo, registraram as menores variações, com altas de 4,7% e 5,2%, respectivamente. "A liderança do Litoral Norte foi possivelmente beneficiada por um incremento populacional relacionado à pandemia, enquanto na Serra a atividade da indústria, que foi o setor com maior dinamismo na geração de empregos, especialmente o ligado ao segmento de máquinas e equipamentos, puxou o desempenho. A estiagem de 2020 e a retração no segmento de produtos de fumo foram determinantes para os números das regiões da Campanha e dos Vales", analisa o pesquisador Guilherme Xavier Sobrinho.

Das vagas geradas em 12 meses, houve um equilíbrio na distribuição entre homens e mulheres (50,6% e 49,4%, respectivamente), com destaque para as pessoas com Ensino Médio completo (60,2% do total) e com idades entre 18 e 24 anos (52,0% do total).

 

Mercado de trabalho

Considerando as vagas geradas em 12 meses (set/2020 a ago/2021) e a divisão do Estado em nove Regiões Funcionais (RF) para fins de planejamento, a RF4, que abrange o Litoral Norte, e a RF3, que engloba as regiões da Serra, Hortênsias e Campos de Cima da Serra, lideraram o aumento no estoque de vínculos formais de trabalho. Na primeira, a alta foi de 13,1% no período, enquanto a segunda o crescimento chegou a 9,5% no mesmo intervalo.

No lado oposto do ranking das regiões, a RF6, da Campanha e da Fronteira Oeste, e a RF2, dos vales do Taquari e do Rio Pardo, registraram as menores variações, com altas de 4,7% e 5,2%, respectivamente. "A liderança do Litoral Norte foi possivelmente beneficiada por um incremento populacional relacionado à pandemia, enquanto na Serra a atividade da indústria, que foi o setor com maior dinamismo na geração de empregos, especialmente o ligado ao segmento de máquinas e equipamentos, puxou o desempenho. A estiagem de 2020 e a retração no segmento de produtos de fumo foram determinantes para os números das regiões da Campanha e dos Vales", analisa o pesquisador Guilherme Xavier Sobrinho.

Das vagas geradas em 12 meses, houve um equilíbrio na distribuição entre homens e mulheres (50,6% e 49,4%, respectivamente), com destaque para as pessoas com Ensino Médio completo (60,2% do total) e com idades entre 18 e 24 anos (52,0% do total).

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