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Notícias | São Leopoldo TRANSPORTE

Rodoviários rejeitam proposta das empresas de ônibus e mantêm estado de greve

Sindicato patronal ofereceu reajuste de 11,9% parcelado e não agradou a categoria

Por Thiago Padilha
Publicado em: 04.07.2022 às 22:20 Última atualização: 04.07.2022 às 22:22

 A Assembleia-Geral do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de São Leopoldo (SindRodSL) rejeitou agora à noite a proposta do Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos Urbanos do Vale do Sinos (Setup) de reajuste salarial parcelado. Seriam 7% a partir da folha de julho, mais 4,9% em novembro sobre o salário-base de 2021. As mesmas condições seriam aplicadas também ao vale-refeição. 

Trabalhadores rejeitaram a nova proposta feita pelo sindicato patronal
Trabalhadores rejeitaram a nova proposta feita pelo sindicato patronal Foto: Divulgação/SindRodSL

Mais cedo, por mais de duas horas, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) mediou uma audiência entre os dois sindicatos, que foi acompanhada por representantes da Prefeitura de São Leopoldo, em que foi construída a proposta. Incertos de que passaria pelo crivo dos trabalhadores, já marcaram novo encontro para as 17 horas do dia 8, de forma remota.

A esperança das empresas para que pudesse pagar o quanto antes a correção do IGP-M de 11,9% é que o Município dê um subsídio, como corre em Sapucaia do Sul e Esteio. "Já aconteceu em outras cidades da região metropolitana. A prefeitura agilizou (o projeto de lei) e foi votado em regime de urgência (pela Câmara de Vereadores)", recordou o vice-presidente do TRT4, Ricardo Hofmeister de Almeida Martins Costa, que mediou o encontro dos sindicalistas.

Evolução

Em comparação com a proposta da semana passada, o Setup aumentou em 6,9 pontos percentuais os 5% de aumento no salário e vale-refeição. Mesmo assim, não foi o suficiente para os trabalhadores, que se queixam a crise econômica e inflação, que está a cada dia elevando o preço da alimentação, principalmente. A proposta de reajuste de 5% apresentada inicialmente pela patronal foi considerada pela categoria como "esmola". Os trabalhadores alegam que estão sem reajuste salarial há três anos e que no Estado o salário deles está defasado em 27%. Em contrapartida, segundo eles, neste mesmo período as empresas reajustaram a tarifa em 24%. 

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