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De novo e mais uma vez

Por Gilberto Mosmann
Publicado em: 21.05.2022 às 03:00

Volto ao tema ligeiramente exposto em artigo anterior, do tanto quanto devemos dar atenção, além das candidaturas à Presidência da República e à governança do Estado, às que disputarão o Senado da República, a Câmara dos Deputados e a Assembleia Legislativa do Estado.

Muitos nem lembram em quem votaram na última vez para tais cargos públicos eletivos. É isso um deslize, pois os Legislativos são fundamentais para examinar, emendar, aprovar, reprovar, arquivar ou devolver projetos de leis. E, também, para deliberar sobre situações institucionais delicadas. "Ah," dizem muitos, "senadores e deputados formam bandos de aproveitadores, só se empenhando por emendas parlamentares de verbas para seus redutos eleitorais." Há os que assim se comportam, distorcendo seus deveres. Como há os que só atuam nas tribunas, para discursos contundentes que objetivam repercussão na mídia. Mas, não são todos. Absolutamente não.

Por isso é que devemos focar nas candidaturas aos parlamentos. Votar em quem é simpático, apresenta-se bem nas emissoras de rádio e de TV, ou foi colega de aula, ou é amigo, são fatores que não devem prevalecer. O que importa é examinar o que efetivamente pensa o candidato no plano político; qual sua real orientação política; qual seu histórico como cidadão e como profissional; e, se tem efetiva possibilidade de ser eleito ou eleita, porque as mulheres também merecem votos, quando atendidos os três requisitos anteriores.

Simples, mas com votos muitas vezes definidos displicentemente. "Pouco adianta votarmos bem aqui e haver votos de cabresto em outros Estados." Façamos nós a nossa parte e cada qual, nos outros Estados, que faça a sua.

Não nos deixemos influenciar por falsos argumentos a favor de candidatos ou candidatas. Examinemos com atenção essa parte de nossos sufrágios neste ano. Há os que votam totalmente alinhados com um só partido. Nada contra, desde que aí encontrem candidaturas que atendam as quatro condições expostas. Verdade é que os partidos têm se descaracterizado. Não me atenho a linhas ideológicas, mas programáticas, que praticamente não mais existem.

Pode-se mesclar candidaturas de vários partidos, se num só partido não encontrar quem afine com os requisitos que propus ao exame de cada um. A miscelânea de quase quarenta partidos deveria contar com uma regra mais rígida quanto ao seu funcionamento, com base no total de seus votos a cada eleição. Mas, levará tempo para corrigir as frágeis regras atuais.

Enfim, não pensemos apenas nos cargos executivos, mas escolhamos com critério as candidaturas legislativas. Assim, também com o tempo, contaremos com mais legisladores competentes, voltados aos reais interesses da Nação e dos Estados, e aos interesses dos Municípios, no caso de vereadores, cuja nova eleição só será bem mais à frente. Deve preocupar quem vencerá para os Executivos Federal e Estadual. Mas, os legisladores, se houver excessos de mandatários, já provaram que podem interromper mandatos.


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