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Mais medo que frio?

Por Aurélio Decker
Publicado em: 23.05.2022 às 03:00

Hoje apareceu um solzinho camarada, queridão, foi quase um solão, rimou, é verdade. O tatu aqui até queixo bateu na terça feira, quando um vendaval de 100 quilômetros por hora viria e derrubaria tudo que tivesse pela frente. Bom que não veio. Salvo pequenos episódios de estragos notadamente no litoral. Mas o frio, vocês lembram, foi mesmo de "avermelhar orelhas e narizes". Parece mentira, mas não foi.

Em pleno veranico de maio, espaço de tempo que, no passado, a gente usava pra dar mais uma esticadinha até a praia. Era um mimo que o verão deixava pra gente se despedir. Aos 73 anos, o velhão repórter, e convencido que não tem arrumação, passei das cinco da tarde até as onze da noite na rua, sim, na rua, junto com o Dudu Schmitz. Ficamos tristes, pois a ida a São Chico foi cancelada, por uma causa muito séria: neve que é bom não tinha, e não teria. Restou pra dupla atrevida, pra não dizer metida, dar umas voltas pela nossa cidade no meio daquele frio siberiano, pra não dizer "frizeriano".

Fizemos um boletim, contando o que se viu por aí, nenhuma coisa grave, na nossa cidade deserta totalmente. Fizemos vários boletins, ao vivo, na rede social, e tinha gente interessada, de olho no frio. Tivemos 16 mil visualizações, compartilhamentos aos montes, mais curtidas sem parar e comentários em centena. Não me lembro que o frio tenha tido tanta notícia, em maio, do que poderia ter acontecido de ruim, mas não aconteceu, obra de um vento anunciado como terrível assassino, mas que na hora H entrou mar adentro e lá ficou. 


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